quarta-feira, 15 de outubro de 2008

CASA COR - Pernambuco





Casa Cor - Pernambuco

Esta acontecendo no prédio do Liceu de Artes e Ofícios a versão 2008 da Casa Cor Pernambuco, que tem 41 ambientes criados exclusivamente para a exposição. O Liceu fica localizado na Praça da República, no bairro de Santo Antônio que é repleto de construções neoclássicas, é um lugar maravilhoso. O prédio foi inaugurado em 1880 e era mantido pela Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, que ministrava aulas de desenho, arquitetura, aritmética e primeiras letras.

Eu adoro Pernambuco e sempre que posso estou por lá, pra mim é o local mais lindo do nordeste, principalmente porque Pernambuco é completo, gosto da arquitetura misturada, da confusão urbana, do sotaque das pessoas, das praias que conheço, do trânsito amarrado da Avenida Caxangá, dos engenhos, das artes... Só não gosto da violência que lá existe!

Porém tudo deu certo, cheguei cedinho e estacionei no centro, na Rua do Imperador com um “flanelinha”, que fiz logo amizade e mandei ele ficar de olho no carro,andei muito,meu pé ficou todo cortadinho da sandália, atravessei a ponte da Boa Vista duas vezes;vi móveis em antiquários que vocês nem acreditariam, pena que não pude fotografar, pois ficavam no meio da rua e tive medo de expor a câmara: - Engraçado, as pessoas acham o RJ perigoso,ando tão tranqüila na minha cidade,sem medo de ser feliz,e nunca fui assaltada,em outros locais que dizem ser violento fico sempre muito atenta e tensa,coisas da vida!

Andei bastante e sempre me encanto com as construções em Pernambuco; paro e olho, choro, não me canso de olhar, tenho vontade de abraçar... Pra ir até o Liceu de carro é um pouco complicadinho pra quem não conhece, infelizmente faltam placas sinalizando, isso é um terror aqui pelo nordeste, Natal, onde estou agora, é pior, muito pior... Acho uma falta de respeito com os visitantes, mas mesmo sem placas consegui chegar ao Liceu e aconselho a quem não é de Pernambuco ir de táxi e fazer tudo a pé, porque é tudo muito pertinho, e rápido de chegar, porém qdo vamos de carro ficamos com vontade de guardá-lo na cabeça, mas enfim, cheguei e o evento esta começando às 16 horas e terminando às 23 horas,lá tudo foi muito agradável, os manobristas já ficam na porta do prédio nos esperando, o estacionamento é seguro e muito barato, 5 reais todo o período.
Ao entrar da vontade de chorar porque não podemos FOTOGRAFAR NADA e tudo estava muito lindo. Eu sou a pior criatura pra burlar as leis, se não pode eu não faço, embora eu insista pra abrirem uma exceção, adoro pedir exceções e ser beneficiada por elas, mas lá não pode mesmoooooo, quase chorei e consegui a permissão da organizadora do evento pra fotografar as áreas externas, porque a princípio o prédio só poderia ser fotografado do lado de fora dos portões; - Mas e o medo de ser assaltada lá fora? Então pude fotografar a fachada do Liceu estando “do lado de dentro”.
Fizeram um trabalho lindo, cada espaço sabiamente aproveitado, as soluções para o pé direito altíssimo do Liceu (5,60 m de altura) trouxeram resultados encantadores. A cultura local representada pelos artesanatos presente nos ambientes sofisticados do evento também estava maravilhoso, original e me deixou toda orgulhosa.
Pra quem não puder ir vale a pena acompanhar a revista que irá publicar o evento.



























terça-feira, 7 de outubro de 2008


MOBILIÁRIO ESTILO LUÍS XVI

Oi queridos amigos espero que vocês tenham conseguido assistir ao filme Maria Antonieta, e estejam inspirados após os passeios pelas alas e jardins de Versailles e do Petit Trianon ( Rsssssss) para entrar com ‘gosto de gás’ na leitura do mobiliário de Luís XVI.”

Os estilos não mudam logo com a ascensão de um novo rei, são tendências, gostos e costumes que vão sofrendo suas transformações gradualmente.

No final do governo de Luís XV já era notável transformações ocorridas, abrindo espaço para o estilo que viria; o Neoclássico. Podemos dizer que o novo estilo começa a florescer em torno de 1760 e Luís XVI só sobre ao trono em 1774.

Uma série de fatores foi importante para a transição do Rococó ao Neoclássico, sendo um dos principais a descoberta das ruínas de Herculano e Pompéia. Artistas de todo o mundo, arqueólogos e historiadores foram atraídos para as escavações das cidades encontradas e isso fez com que fosse lançada uma nova luz sobre a antiguidade. Sendo assim, o clássico é um dos principais elementos do novo estilo.

Além do elemento clássico fazia parte da sociedade da época um novo pensamento; as teorias iluministas de Jean-Jacques Rousseau e outros filósofos do século XVIII que apoiavam um regresso à natureza, moral e virtude. A natureza e o campo começam a compor e a fazer parte de um novo estilo.

Os elementos helênicos e greco-romanos eram usados mais como modismos do que como uma sólida concepção estética.

Os elementos naturalistas, pastorais e sentimentais do Neoclássico, que eram um dos preferidos da Maria Antonieta, trouxeram resultados encantadores e fizeram este estilo mais romântico do que verdadeiramente clássico. A sobriedade, austeridade e rigidez dominam em detrimento das curvas assimétricas e excessos do Rococó.









A reação contra o Rococó começou na arquitetura, porém como sabemos que as mudanças são graduais, alguma coisa da leveza e frivolidade anterior perdurou.
Um dos primeiros a protestar contra as formas sinuosas do Rococó foi Charles Nicolas Cochin que era designer, escultor, escritor e fez trabalhos artísticos importantes para a corte de Luís XV era amigo da Mme de Pompadour e foi uma das principais influências para o triunfo do classicismo.

Foi um período em que a França estava em momentos decisivos, vinha de meio século de prazeres. A prudência e o cansaço reclamavam por uma maior simplicidade na decoração de interiores e embora sem ser severa, dominavam as linhas retas, as curvas eram discretas, geralmente em círculos, elipses ou ovais; logo após viria a revolução de 1789.

Os motivos mais empregados eram: clássicos, sentimentais, naturalistas, pastorais e geralmente pequenos, delicados e bem acabados; terrinas, medalhões, ovais, frisos, colunas, folhas de laurácea, grinaldas, rosas, pérolas, arcos e flechas, querubins, cupidos, cenas das fábulas de La Fontaine, utensílios de fazenda e chapéus...













O mobiliário


A simplicidade e a elegância das proporções e dimensões marcam o estilo de Luís XVI onde há uma busca por repouso e moderação nas linhas com prioridades para uma harmonia entre as linhas retas e curvas que eram geometrizadas.

É um estilo híbrido que conjuga elementos opostos, preferindo a linha reta e a sobriedade na decoração, no entanto deixando à tona linhas curvas que suavizam a rigidez, dotando as peças de alguma leveza criando assim uma estética muito própria e é considerado um dos estilos franceses de maior impacto sendo por isso ao longo do tempo o mais revivido.







Os fustes em caneluras das colunas dóricas influenciaram os pés das peças que eram encimadas por um quadradinho com patera ou roseta.








O mogno foi uma das madeiras mais utilizadas seguida pelo ébano, nogueira e o pau-cetim. A laca dourada ou preta também foi bastante utilizada, grande parte do mobiliário era pintado ainda em tons pálidos, branco acinzentado, rosa-velho, verde ou azul claro. Porcelas de Sèvres e bronze delicadamente trabalhados eram aplicados aos móveis.

O mobiliário apresenta poucos bronzes e talvez por sua elegância e perfeição de medidas o estilo Luís XVI seja a mais pura expressão do bom gosto francês.


As cadeiras são bem menores e numerosas, com os pés retos, estreitando em direção ao chão, assemelhando-se mais a suportes, os suportes dos braços curvos ou canelados. O espaldar apresentava formas ovais, retangulares ou arredondadas (medalhão). O estofamento era feito em sedas listradas, estampadas, com motivos florais ou em tapeçarias Aubusson. E Beauvais.




























As mesas tinham formas retangulares ou quadradas, podendo ter os pés voltado em curvas para fora, ou situados em ângulos retos, com ou sem caneluras. A mesa de jantar aparece redonda.







As mesas de escrever, consoles, as cômodas naturalmente vão se adequando as novas formas, surgem as bibliotecas de dois corpos, fechadas com duas portas na parte inferior, os armários, as vitrines e os baús.
























As camas tanto podem ser colocadas junto às paredes quanto podem ser distantes, surgindo quase sempre um dossel para dar o acabamento.




Os nomes mais importantes no mobiliário desta época foram: Riesener, Beneman, Weisweiller, Martin Carlin e Saunier famoso por seus trabalhos de marchetaria.
Pra finalizar alguns espelhos criados no estilo de Luís XVI e lustres:











Com carinho,
Sylvana Marques
Bj.
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