domingo, 14 de dezembro de 2008

O Romantismo na França (Restauração, Luís Felipe e Napoleão) no próximo post...


QUE SAUDADES DO MEU BLOGUINHO!!!!!!!!


Olá amigas e amigos que me acompanham...
Estava morrendo de saudades de escrever para vocês, porém alguns dos problemas do cotidiano me afastaram um pouco deste lazer.
Estou aqui digitando para vocês os estilos Restauração Francesa, Luís Felipe e Napoleão III.
Acreditem móveis no estilo Restauração eu quase não tenho encontrado nem nos antiquários franceses, pra expor as imagens pra vocês... Mas podem acreditar conseguirei nem que seja apenas “1“ imagem de cada, afinal vocês meus leitores queridos, merecem.
Enquanto não exponho o material desse período conhecido também como Romantismo na França, colocarei aqui pra vocês o “Romantismo Nordestino; artesanato”, é uma brincadeirinha minha, resolvi chamar assim porque eu encontro no artesanato daqui um pouco do que encontro nos poetas românticos; algo contrário ao racionalismo, subjetividade, lirismo, os dramas humanos e os amores trágicos. Acho que muito da arte criada aqui no nordeste retrata com um regionalismo intenso esses sentimentos; pois vejam as culturas religiosas tratadas nos bonequinhos de barro, as réplicas de Lampião e Maria Bonita... Bem não sei é minha humilde opinião, deixarei aqui umas fotos pra vocês curtirem enquanto esperam “os mobiliários”.
Aqui sou eu na praia que passo alguns dos meus veraneios;



Curtam um pouco do artesanato e da decoração de uma aconchegante pousada da minha vizinha de veraneio, veraneio em uma praia aqui chamada Muriú e essa pousada fica lá e é fofinha, a dona e uma amiga muito simpática chamada Rosário... Pousada Algarve;

Engraçado que o interior dos hotéis são bem mais conhecidos nossos do que pousadas, pelo menos comigo é assim, descobri isso quando entrei a pouco tempo em uma, como sou mais uma brasileira oscilando nas classes médias acabamos conhecendo bem a rotina dos Hotéis através de viagens em pacotes turísticos com os pais, sempre muito iguais, depois comecei a desfilar por um curto período e também haviam as viagens para desfiles fora do estado, pareciam sempre os mesmos hotéis, aqui tem amigas que conversamos e tem parentes que trabalham assim como eu trabalhei em indústria farmacêutica e sabe que também é uma vida de Hotéis 4 e 5 estrelas “pagos pela empresa” que mudam os estados mas os nomes são os mesmos, as decorações idênticas e como acaba virando um rotina mensal de anos e anos acabamos deixando de perceber muitas coisas, foi o que pode ter acontecido comigo, acreditem que já me hospedei em quase todos os hotéis de algumas beira mar famosa dos estados brasileiros e tem uns que esqueço mesmo o nome, os hotéis não me marcaram tanto, o lugar sim, talvez a amizade com alguns funcionários mais atenciosos, mas os hotéis não, ao entrar numa pousada, estive em duas e todas duas foram aqui no Rio grande do Norte, fico sempre curiosa, fiquei uma vez hospedada em um chalézinho lindo numa praia daqui chamada Rio do Fogo, depois vou lá pra tirar fotos pra vcs é um sonho e essa pousadinha aqui da Rosário parece até os quintais da vovó,os quintais do RJ da minha infancia com alguma mangueira plantada,que eu quase não podia brincar por que minha mãe nao deixava ( ganhei até um apelido delicado de "mamãe não deixa" durante meu primário porque minha mãe realmente nao deixava nada, areia, poeira, pisar em matinhos, andar descalça affe era tudo proibido, não achem minha mãezinha chata rssss eu sou filha única e ela batalhou mais de 5 anos pra eu nascer e eu ainda sou alérgica aos extremos e pequena era pior KKKKK acho que por isso eu não podia nada), mas é algo tão aconchegante e aquele cheirinho de café da manhã preparado exclusivamente pra vc, já que são tão poucos hóspedes que você pode pedir sua comidinha bem caseira do jeitinho que você gosta, para os menos exigentes acho que dá pra ser uma boa dica!!!!!!!!!Só não vale esquecer o repelente pra poder ficar de tardinha se balançando do lado de fora, aqui tem muitos mosquitos rssssssssssssssssssss!!!Olha não é nada contra os hotéis eu amo e se pudesse até morava em um KKKKKKKK, digo só para abrirmos os nossos horizontes para outras alternativas que também podem ser super legais, como no hotel tudo é muito esquematizado não vemos muitas coisas principalmente o dia a dia dos moradores locais passam longe de nós, e na pousada acabamos mais perto da realidade regional, conhecemos o Dono, o vizinho do dono, quem esta no chalézinho ao lado e criam-se vínculos, como viagens de ônibus, minha mae nao me deixava viajar sem ela e ela por problemas de coluna sempre so podia viajar de avião, desde de pequenininha vinha anualmente passar minhas férias aqui, tudo muito rápido e quando fiz 13 anos ela deixou eu viajar sozinha de onibus com a minha Vovó Aurora, foi o máximo,minha mãe quase morre, até se arrependeu, chorava de saudades, imagine a 17 anos atras sem celular pra ela me monitorar eu do RJ até Recife, até namorado arrumei na viagem KKKKKKKKK, vi tanto verde no caminho, tanta coisa... Que hoje quando o distância permite prefiro viajar de carro, de preferência com alguém dividindo o volante comigo pra que eu também aprecie a paisagem rssssssssssssss





























































Um Pouco de mim na Praia Muriú...
















Queria deixar um beijo pra minhas amigas blogueiras: A Renata do Bella Vitta, A minha amiga Edna do mundo de Fadinha que sempre me manda recadinhos, a Jô do inspirações da..., a Janice do Doce encanto, Studio da Lu ,a Ana do Prendadas...E pra todoas mais que estava sentindo tanta falta.Vou passar em cada uma de vcs pra deixar um abraço.
bjxxxxxxxxx

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Estilo Império









Estilo Império




No final do estilo Diretório, considerado de transição, já se anunciava o estilo Império, sendo observado a predileção por cores escuras e fortes, o mobiliário mostrando, inclusive, ornamento de caráter revolucionário e militar. O estilo Diretório sempre mostrou mais característica do Império que do estilo Luís XVI, notando-se maior austeridade, simplicidade e pureza de linhas, sendo abolidos os elementos naturalistas e pastorais e procurando maior identidade com a antiguidade clássica.

As artes criadas no estilo Império podem ser também denominadas de neoclássicas como eram as do estilo Luís XVI e diretório, pois apesar do estilo Luís XVI ser sempre reconhecido dentro desse período o estilo Império também sofreu as mesmas influências clássicas.










A França após a revolução passa por uma situação de precariedade.
Em 1804, Napoleão Bonaparte foi aclamado Imperador pelo povo e pelo senado.








A nova aristocracia era mais experiente em táticas militares do que em arte, desconheciam o valor real de um objeto artístico,ao contrário da antiga nobreza que muito valorizava a arte, mas o imperador, pensando na posteridade e na glória do seu império, e tendo noção da importância artística procurou incentivá-la e nomeou o pintor Louis David (1748-1825) para o cargo de diretor artístico do seu governo. David muito influenciou a vida artística francesa.

O estilo Império foi criado pelos arquitetos Fontaine e Percier. Foi um estilo baseado, inspirado na antiguidade clássica, de forma completa, de forma inteira... Totalmente submetido à arte greco-romana sem adaptações que remetessem ao estilo francês de vida.

A liberdade artística do séc. XVIII desapareceu a emoção e a fantasia foi abafada e a cópia dos modelos antigos foi perfeita que a falta da originalidade na arquitetura foi flagrante. A prova da falta de criatividade e de originalidade são as igrejas que Napoleão mandou construir – La Madeleine, São Vicente de Paula e Nossa Senhora de Lorette - todas cópias de basílicas romanas.



A decoração de interiores e os mobiliários tiveram características mais próprias dentro desse período.

A ausência da graça e leveza francesa era notável no estilo Império, as artes eram rígidas nas formas e nos contornos, segundo alguns este foi um estilo escravo do militarismo napoleônico.

Durante o Império, muito se construiu na França, destacando-se os Arcos do Triunfo, do Carroussel e o da Étoille. Foram abertas ruas célebres, como Rivoli e Rue de La Pax, muitas pontes, a coluna Vendôme e muitos edifícios, a maioria cópia da arquitetura renascentista.




A escultura desse período teve pouca expressão, imitação pura e simples das esculturas da antiguidade, podendo-se destacar Chinard, Chaudet, Giraud e Houdan, que depois mudaria seu estilo.
A pintura francesa foi influenciada por David, desde 1785 até a sua morte, no exílio. Chefe da escola neoclássica, seus quadros mais famosos são A Sagração de Napoleão (Louvre) e o retrato de Madame Récamier.




Decoração dos interiores




Nasceu então um estilo que conjugou elementos clássicos, egípcios (inspirados pelas campanhas do imperador ao Egito) e militares.
Os ornamentos do estilo Império: esfinges; cisnes; grifos; quimeras; pirâmides; cavalos-marinhos; cabeças de Baco e outros deuses; cariátides; archotes; palmas; lótus; os emblemas de Napoleão como o “N”e a abelha; emblemas militares como capacetes, espadas, lanças e etc.











Especificamente na decoração de interiores, podemos encontrar um pouco de graça francesa, embora também baseada no classicismo, salvou-se da mesmice encontrada na arquitetura.

Vemos a decoração em estilo Império onde encontramos originalidade no castelo de Malmaison construído para a imperatriz Josefina, algumas salas do Fontainebleau, Versailles e Compiègne.

O quarto da imperatriz Josefina em Malmaison representava o interior de uma tenda militar romana, as paredes forradas com tecido vermelho drapeado e o teto enriquecido com aplicações de ouro.









A decoração Império considerada pomposa e fria, pode, no entanto ter um encanto simples e sóbrio.










As lareiras construídas nesse período eram em geral de mármore, de linhas retas e tinham como suporte colunas e pilastras, sendo o ornamento normalmente de bronze.







Na iluminação, eram usados lustres de cristal, candelabros, inclusive em forma de Vitória Alada e um tipo de candelabro com abajur chamado flambeau bouillote. As cortinas eram luxuosas e pesadas, nas cores vermelho roxo, azul e amarelo.











Mobiliário

O mobiliário estilo Império é completamente diferente ao Luís XVI, passando a vigorar as formas simétricas. Procurou-se copiar os móveis usados em Roma e Pompéia, com esfinges, obeliscos e pirâmides casando com os elementos greco-romanos, acrescidos com emblemas napoleônicos e símbolos militares.

Todas as peças eram absolutamente simétricas, cúbicas ou retangulares de proporções pesadas e sólidas. Contrastando com a riqueza do mogno, madeira mais utilizada, a superfície era ornamentada com elementos dourados e aplicações de bronze.

Com a utilização do mogno a marchetaria praticamente não era mais utilizada, eram utilizados também o olmo, a macieira e a pereira.

As mesas - eram normalmente redondas (assim como as mesas utilizadas pelos gregos e pelos romanos), tendo o tampo em mármore suportado por uma pesada coluna central ou por um tripé formado por esfinges, grifos ou cariátides.




















Os consoles - retangulares com colunas como suporte. A penteadeira baixa com espelho oval ou retangular.






As camas - eram bem diferentes dos modelos usados na monarquia: eram copiadas do antigo modelo grego e denominada lit en bateau. Eram feitas pra serem colocadas em alcovas ou encostadas na parede, as duas extremidades tinham a mesma altura e formavam um rolo na parte exterior. Eram copiadas do antigo modelo grego e chamadas de “Lit em bateau”. Outras tendo cabeceira reta eram formadas por colunas, ou cariátides.






Os sofás - apareceu um tipo novo de sofá o Méridienne (os lados desiguais) e as chaise-longue com extremidades iguais ou não como no famoso quadro de Mme Récamier (foto que esta apresentada aqui no blog na publicação do dia estilo Diretório).







As cadeiras - não eram tão confortáveis e não tinham a impressão confortável que caracterizou os estilos Luís XV ou XVI, os braços imitando os dos tronos gregos, eram ornados de cisnes ou figuras aladas. O encosto era muitas vezes curvo e as pernas formadas por colunas, esfinges e cariátides, terminavam nos braços. O estofamento feito com tecidos pesados, veludos vermelhos, brocados azul e branco ou damasco, sedas com fios de ouro e couro verde.















Outros : psyché (espelho rectangular que pode ser inclinado como se deseje, inserido em moldura movível), athéniennes (peças com três pés para diversas utilidades, por exempo, lavabo – quando têm bacia e jarro em porcelana).














Os principais criadores do mobiliário Império foram os irmãos Jacob que trabalharam também para Luís XVI.






Um beijinho pra vocês!
Bye,
Syl!!!!!!

P.S. Até o próximo estilo...